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Terça, 23/05/2017 - Hoje é dia de Oxumaré (São Bartolomeu) Renovação, crescimento e prosperidade. Contas verdes e amarelas.
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O ecoturismo na Bahia é praticado com intuito de proteger e conservar os recursos naturais com o planejamento da atividade ecônomica e do desenvolvimento turístico, atentando-se para o fato de não causar danos ao meio ambiente e promovendo a qualidade de vida da população.
 
 
Porto Seguro


Reserva Indígena da Jaqueira

Um imenso tronco de jaqueira, tombado pela própria ação da natureza, representa a volta às origens e serve de referência histórica e cultural dos ancestrais da tribo Pataxó às famílias que se mudaram recentemente para esta reserva de 827 hectares.
As ocas, espalhadas em meio à Mata Atlântica primária, têm o formato original, passando para o visitante a exata sensação de estar nas terras de “pindorama”. Engajados na proposta de desenvolvimento sustentável, os Pataxós da Jaqueira começam a receber visitantes dentro de um programa de ecoturismo, o Proecotur – primeiro projeto implantado em aldeia indígena abrangendo diversas atividades em preservação ambiental, afirmação cultural e ecoturismo.
Vestidos e pintados a caráter, os índios recebem os visitantes no local chamado quigeme, um grande círculo coberto onde acontecem os rituais. O índio Capimbará faz uma explanação sobre a cultura do seu povo, a proposta de preservação da área, seus costumes, a vida na aldeia e sua culinária. Os turistas têm a oportunidade de praticar jogos de arco e flecha, adquirir artesanato confeccionado na própria tribo, fazer trilhas e ainda experimentar a culinária típica, como o peixe assado na folha da patioba ou pati, palmeira delgada de cujo tronco se tiram cordas para atar as redes.
Existem duas opções de trilhas: a mais extensa leva duas horas para ser percorrida por entre a Mata Atlântica; a outra, mais curta, de aproximadamente 40 minutos, conduz o visitante a conhecer as práticas agrícolas, a caça e o cultivo das plantas medicinais. No final do programa, a comunidade indígena convida todos a participar do Auê, um ritual de agradecimento a Iamissun, o criador, representado pela soma dos quatro elementos da natureza. O agradecimento aos visitantes vem em seguida, na dança do Passarinho, onde todos se confraternizam.
Duração: 3 horas
Dicas:
Utilizar roupas leves, largas e resistentes - calça comprida, tênis ou botas confortáveis. Vale a pena levar máquina fotográfica e/ou filmadora para registrar os rituais indígenas.
Para agendar visitas à Reserva, fazer contato com antecedência com a Associação Pataxó de Ecoturismo. A Reserva recebe até 48 pessoas por dia.
Como Chegar
Sair de Porto Seguro pela rodovia BR-367, pecorrer 8 Km em direção a Santa Cruz Cabrália. Em frente à praia do rio dos Mangues ou Barramares, entrar à esquerda e seguir pela estrada de terra, por cerca de 1 km, até a entrada da reserva.

Barreiras Vermelhas Juricuara / Barreiras Brancas de Juacema
Encostas íngremes de rochas sedimentares em constante processo de erosão, com cerca de 40 metros de altura, as falésias refletem, ao nascer do sol, tons de rosa e vermelho, garantindo um espetáculo deslumbrante para quem caminha ao amanhecer. A caminhada tem sabor de descoberta, ao lembrarmos que estas são as primeiras encostas a entrarem para a história do Brasil.
Duração: tempo livre.
Dica:
É mais prudente fazer esse roteiro na maré baixa, ideal para o banho graças à formação de piscinas naturais.
Como Chegar:
A pé ou de barco, são 3,5 km a partir de Caraíva. Também é possível chegar até essa praia através do Condomínio Outeiro das Brisas, por 7,5 km, mas o acesso é restrito a proprietários e convidados.

Aldeia Pataxó de Barra Vermelha
Entre o mar e a mata, em uma pequena elevação, vivem 280 famílias da tribo Pataxó que, na região, estão entre as mais afastadas do contato com o homem branco. Vivem da pesca, da agricultura e da venda de artesanato aos visitantes, que chegam a pé ou a cavalo. A aldeia fica no Parque Nacional de Monte Pascoal, a 6 km de Caraíva e pode ser alcançada pela praia – em um dos trechos mais belos e desertos da região - ou pela mata, subindo o rio Caraíva de barco até a ponte do Boi e daí seguindo a pé ou a cavalo pela restinga. A paisagem é deslumbrante e, durante todo o percurso, avista-se o Monte Pascoal. A aldeia possui uma biblioteca e um centro cultural onde os índios recebem os visitantes e desenvolvem seus rituais.
Duração: 4 horas. Ao todo, são 12 quilômetros de cavalgada, atravessando o parque na ida e voltando a Caraíva pela praia, ou vice-versa.
Dica:
Em Caraíva ou na Fazenda Santa Edwiges, logo acima da ponte do Boi, é possível alugar cavalos e percorrer o Parque até a aldeia de Barra Velha.
Beba água de coco e compre artesanato indígena.
Como Chegar:
A partir de Caraíva, são 6 km de caminhada ou cavalgada, na direção sul.

Outeiro da Glória
Do alto da falésia, descortina-se a paisagem da cidade em outro belo ângulo. No local, há as ruínas do que teria sido a Igreja de São Francisco, onde estaria sepultada Ynaiá, a índia que morreu apaixonada por um tripulante da esquadra de Gonçalo Coelho. Na versão popular, a Igreja de São Francisco foi a primeira construída no Brasil, em estilo barroco, provavelmente em 1504 e começou a arruinar-se em 1730.
Conta a lenda que, dois anos depois de construída, foi destruída pelos índios que culpavam os portugueses pela morte de Ynaiá. Essa índia, irmã do chefe indígena Abaitara, da tribo dos Aimorés, vivia em Caraíva, ao sul de Porto Seguro. No início de 1503, a expedição de Gonçalo Coelho, vinda de Portugal com a missão de fiscalizar a costa brasileira, aportou na foz do rio Corumbau, fazendo contato amistoso com os índios e partindo em seguida na direção de Porto Seguro. Ynaiá apaixonou-se por um tripulante e fugiu da tribo em busca do seu “homem branco”.
Quando chegou a Porto Seguro a esquadra já havia partido e Ynaiá morreu apaixonada. Lenda ou história, a verdade é que existe uma estátua dessa índia na avenida 22 de Abril, em frente ao cais da Tarifa, na Cidade Baixa de Porto Seguro, em homenagem ao primeiro amor da mulher selvagem da terra de Santa Cruz pelo homem civilizado.
Duração: 1 hora
Dica:
Depois de visitar o local, confira a estátua de Ynaiá na cidade baixa e faça pose para uma foto ao lado da índia apaixonada.
Como Chegar:
Seguir 1,3 km pela BR-367 em direção ao litoral norte, entrando à esquerda na avenida João da Sunga e percorrendo mais 800 metros pelo loteamento Outeiro da Glória, até as ruínas.

Horto Histórico-Florestal do Rio da Vila
O rio da Vila foi durante muitos anos a fonte de abastecimento da cidade de Porto Seguro. As nascentes existentes no local, por serem próximas ao primitivo aldeamento do Outeiro da Glória, foram palco de parte da história do Brasil. Já no século passado, durante décadas, suas águas foram transportadas em barricas no lombo de jegues, vendidas de porta em porta e, posteriormente, por meio da distribuição da concessionária.
Tratando-se de uma área de importância ambiental e histórica, o principal objetivo é desenvolver um programa histórico-ambiental, através de trilhas que integrem a cidade histórica ao Horto Florestal e às ruínas do Outeiro da Glória. Este último encontra-se em estudo arqueológico, buscando, assim, tanto a valorização da Mata Atlântica preservada no centro urbano, quanto o local da primeira igreja do Brasil.
O Horto foi criado pela lei municipal de nº 318/99 de 8 de junho de 1999. Encontra-se em ótimo estado de preservação, sua área é caracterizada pela vegetação de Mata Atlântica de encosta, manguezal e algumas espécies introduzidas. O Horto Histórico-Florestal do Rio da Vila encontra-se a 2 km do centro de Porto Seguro, na praia do Cruzeiro. Alguns exemplares da sua flora e fauna: gameleira, ingá, landirana, embaúba, cajá, angelim, mangue vermelho, murici; caranguejo, guaiamum, sagüi, bem-te-vi, sabiá, jaracuçu, jararaca, garça, tatu, papagaio, pica-pau, borboletas, entre outros.

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