Homens
que se apresentam em trajes esportivos, onde os mesmos tocam
caixa, bumbo, trombone e clarinete, com o objetivo de anunciar
a festa que se aproxima. |
A exibição do bando anunciador tem lugar, normalmente, no domingo que antecede o início da programação propriamente dita. O bando distribui a programação da festa e costuma ser acompanhado pelas filarmônicas locais.
Como comemoração dos seus feitos bélicos, a Bahia reproduzia anualmente esse epílogo brilhante — a entrada do exército libertador — no dia 2 de julho.
Para que as festas tivesses mais relevo, oito dias antes o bando anunciador prevenia à população, convicta de sua nova soberania, que o préstito simbólico aparelhava-se, que as arcarias triunfais e os palanques vistosos ergue-se-iam na praça de Palácio e no Terreiro com deslumbramento indizíveis, cumprindo aos habitantes da cidade a iluminação e adornos das fachadas de suas casas durante as três noites do pátrio regozijo.
Moços da mais alta nomeada, formando o bando, saíam montados em lindos cavalos, de crinas e cauda tramadas de fitas verdes e amarelas, soando, aos peitorais de veludo e cabeçadas, chocalhantes guizos.
Os cavaleiros vestiam de branco, traziam folhas de fumo e café enlaçadas aos chapéus de palha, de vintém; pendiam-lhes do ombro capelas de viçosas flores, e ostentavam a tiracolo larga fita achamalotada, das cores brasileiras.
Em duas longas filas marchavam dois a dois, alteando nos ares profunda e verdejante abóbada, constituída por arcos de folhas e flores, sustentados nas extremidades pelos sucessivos pares. |