Em 1895 , os negros nagôs organizaram
o primeiro afoxé, denominado "Embaixada Africana",
que desfilou com roupas e objetos de adorno importados da
África.
No ano seguinte, surgiu, então, o segundo afoxé,
o "Pândegos da África", organizado
também por negros. Os grupos representavam casas
de culto de herança africana e saíam às
ruas cantando e recitando seqüências de músicas
e letras. Os afoxés exibiam-se na Baixa dos Sapateiros,
Taboão, Barroquinha e Pelourinho, enquanto os grandes
clubes desfilavam em áreas mais nobres. Nove anos
mais tarde, um outro afoxé rompeu este tácito
compromisso e subiu a Barroquinha e a Ladeira de São
Bento, gerando protestos em que se lastimou a quebra deste
pacto não escrito da divisão espacial de classes
e de ritmos no Carnaval. Neste momento, verificava-se na
cidade uma divisão espacial muito séria.
Dissidentes do Cruz Vermelha, fundaram, em 1900, o Clube
Carnavalesco "Os Inocentes em Progresso". O nome
do clube foi inspirado em um bando de meninos que passavam
no local cantando e tocando em latas.
Em 1949, ano do IV Centenário de fundação
da cidade de Salvador, é fundado o afoxé "Filhos
de Gandhy" pelos estivadores do Porto de Salvador,
como forma de homenagear o grande líder pacifista
indiano assassinado em 1948, o Mahatma Gandhy.