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Domingo, 25/06/2017 - Hoje é dia de Ibejis (São Cosme e Damião) Entidades que se apresentam de maneira infantil.
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Carnaval
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DO TRIO ELÉTRICO
 

"O Trio Elétrico, com seu som antropofágico, vai carnavalizando tudo. Desde os populares mais clássicos, até os clássicos mais populares."
(Caetano Veloso)
Década de 30
Existia em Salvador um conjunto musical, criado por Dorival Caymmi, que animava algumas festas e reuniões de fim de semana, e que se apresentava nas estações de rádio. Começava, então, a fazer sucesso na Bahia o grupo Três e Meio, cujos integrantes eram o próprio Caymmi, Alberto Costa, Zezinho Rodrigues e Adolfo Nascimento – o Dodô. Em 1938, com a saída de Caymmi, o grupo reestruturou-se e passou a contar com sete componentes, incluindo Osmar Macêdo.

1942
Em apresentação na cidade de Salvador, o violonista clássico Benedito Chaves (RJ) mostrou pela primeira vez ao público local um "violão eletrizado". Dodô e Osmar, ávidos em conhecer tal instrumento, foram assistir ao show no cine Guarani e ficaram extremamente entusiasmados. Embora fosse um violão comum, importado e com um captador inserido à sua boca, o instrumento era muito primitivo e possuía microfonia. Dodô, porém, incansável na busca da superação deste problema, construiu em poucos dias um violão igualzinho ao de Benedito Chaves para ele, e um cavaquinho para Osmar. Apesar da microfonia persistir, os dois uniram-se mais uma vez para formar a "Dupla Elétrica" e começaram a se apresentar em diversos lugares.

Num determinado dia, Dodô resolveu esticar uma corda de violão sobre a sua bancada de trabalho e prendê-la nas extremidades; sob a corda, colocou um microfone preso à bancada. Quando a dupla ligou o microfone, algo inacreditável aconteceu um som limpo, que parecia até o de um sino. Estava, então, descoberto o princípio e logo foi possível perceber que o "cêpo maciço" evitava o fenômeno da microfonia – e assim, com o nome de pau elétrico, nasceu a guitarra baiana.

1943/49
A dupla elétrica passou, então, a tocar em clubes, festas e bailes, com seus próprios instrumentos.

1951
Na quarta-feira anterior ao Carnaval, o famoso "Clube Carnavalesco Vassourinhas do Recife", com 150 componentes, apresentou-se em Salvador com metais, alguma madeira e pouca percussão.

Na manhã do dia seguinte à apresentação dos pernambucanos, Dodô e Osmar começaram a trabalhar no projeto de construção do que viria a ser o "trio tlétrico". Osmar, proprietário de uma oficina mecânica, retirou do galpão um Ford 1929, conhecido como "Fobica", e iniciou o processo de decoração pintando em todo o veículo vários círculos coloridos como se fossem confetes e confeccionou em compensado, no formato de violão, duas placas com os dizeres "Dupla Elétrica".

Dodô, com formação em radiotecnia, decidiu montar uma "fonte" que, ligada à corrente de uma bateria de automóvel, iria alimentar a carga para o funcionamento dos alto-falantes instalados na fobica (onde eles se apresentariam com os seus "Paus Elétricos").

Em pleno domingo de Carnaval, a dupla subiu a ladeira da montanha em direção à Praça Castro Alves e Rua Chile, por volta das 16 horas, e arrastou milhares de pessoas. Dodô e Osmar, em cima da fobica decorada e eletronicamente equipada, fizeram, assim, sua primeira aparição como os inventores do trio elétrico.

A dupla resolveu convidar o amigo e músico Temístocles Aragão para formar o que se chamaria de trio elétrico. O nome foi ganhando fama, fazendo com que, nos anos seguintes, as pessoas ouvissem o som eletrizante e dissessem: "Lá vem o trio elétrico".

1952
A fábrica de refrigerantes "Fratelli Vita" decidiu patrocinar o trio elétrico de Dodô e Osmar e a dupla abandonou a velha fobica e passou para um veículo grande, colocando nele oito alto-falantes, corrente elétrica de geradores e iluminação com lâmpadas fluorescentes. O patrocínio permaneceu até 1957 – época em que o trio elétrico de Dodô e Osmar apresentava-se nas ruas centrais de Salvador e animava carnavais fora de época no interior do Estado.

1953/58
Surgiram, então, novos trios elétricos tocando em cima de caminhonetes como o Ypiranga, Cinco Irmãos, Conjunto Atlas, Jacaré (posteriormente chamado de Saborosa) e o Paturi ( Feira de Santana/BA.)

1956
Surge o conjunto musical Tapajós (montado em uma caminhonete), primeiro seguidor e grande responsável pelo fato do trio elétrico, como estrutura física, ter se mantido e se expandido como fenômeno carnavalesco.

1957
O trio elétrico Tapajós anima o Carnaval no Subúrbio Ferroviário.

1958
O trio elétrico Dodô e Osmar ganhou o patrocínio da Prefeitura Municipal de Salvador.

1959
A convite do governador de Pernambuco, o Trio Elétrico de Dodô e Osmar saiu pela primeira vez da Bahia para tocar no Carnaval de Recife, sob o patrocínio da "Coca-Cola".

 

1960
O trio elétrico Tapajós compra de Dodô e Osmar uma de suas carrocerias.

1961
O trio elétrico de Dodô e Osmar deixou de participar do Carnaval em virtude da morte do sogro de Osmar, Armando Costa, maior incentivador do grupo. O Tapajós firmou o primeiro contrato comercial com a Coca-Cola para animar as micaretas das cidades de Feira de Santana, Pojuca, Catu e Alagoinhas.

1962
O Carnaval não teve mais uma vez a participação do trio de Dodô e Osmar; por outro lado, assistiu à estréia do Tapajós, desfilando pelas ruas centrais da Cidade.

1963
Com o patrocínio da Refinaria Mataripe, o trio de Dodô e Osmar voltou a participar do Carnaval de Salvador: era um carro alegórico, montado sobre uma carreta. Armandinho, com apenas nove anos de idade, já era o solista do trio. No concurso de trios elétricos promovido pela Prefeitura, o vencedor foi o trio Tapajós, com uma nova carroceria totalmente metálica.
1964
Osmar resolveu construir uma miniatura de trio elétrico em uma pick-up Ford F-1000. A engenhoca era destinada a seus filhos e aos filhos de Dodô, os quais tinham todos no máximo 12 anos. O trio elétrico Tapajós animou o Carnaval de Recife (PE) sob o patrocínio da Coca-Cola e do Departamento de Turismo do Recife.

1965
O mini-trio de Armadinho e Betinho voltou a comandar o Carnaval de Salvador. O trio elétrico Tapajós consagra-se campeão.

1966
O trio elétrico Tapajós foi aclamado bi-campeão.
1967
O Tapajós consagrou-se tricampeão do Carnaval de Salvador, em concurso promovido pela Prefeitura.

1969
Caetano Veloso lançou a música "Atrás do Trio Elétrico Só Não Vai Quem Já Morreu". O trio Tapajós lançou no mercado fonográfico o primeiro disco gravado por um trio elétrico e foi ao Rio de Janeiro para reforçar o lançamento nacional da música. Em uma semana, a canção passou do sétimo para o segundo lugar nas paradas de sucesso e foi apresentada no programa televisivo "A Grande Chance".

1972
Um histórico encontro na Praça Castro Alves ocorreu entre Osmar – que tocava no trio elétrico Caetanave - e Armandinho, que se apresentava em cima do trio Saborosa, fazendo o "Desafilho".
O Tapajós homenageou Caetano Veloso, pela sua volta do exílio em Londres, com o lançamento da "Caetanave",um trio com linhas arquitetônicas arrojadas, uma verdadeira obra de arte que, que com a devida proporção dos tempos, até hoje não foi superada. Nas ruas, o público pôde apreciar os baianos Gilberto Gil, Caetano Veloso e Gal Costa em cima do trio.

1973
O trio Tapajós animou o Carnaval da cidade de Curitiba.

1974
Depois de uma longa ausência, a dupla Dodô e Osmar retornou ao Carnaval com uma nova formação – "Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar". Na ocasião, eles gravaram um disco sob o título "Jubileu de Prata", em comemoração aos 25 anos de criação do trio. O Tapajós – que havia gravado seis LP´s e dois compactos - foi animar o Carnaval de Belo Horizonte.

1975
Após sua estréia em 1950, a fobica voltou às ruas para comemorar o Jubileu de Prata do trio elétrico. Uma grande festa foi organizada para homenagear seus inventores, incluindo um desfile de vários trios elétricos puxados por Dodô e Osmar. Especialmente montados e decorados para a parada, os trios saíram do Campo Grande e chegaram até a Praça Castro Alves, onde executaram em conjunto o "Parabéns a Você". Em seguida, a dupla recebeu o troféu comemorativo ao jubileu pela criação da "máquina de gerar alegria".
Em apoteóticas homenagens, a famosa dupla Dodô e Osmar despediu-se instrumentalmente do Carnaval. A empresa Souza Cruz contratou dois trios da Tapajós para a cidade do Rio de Janeiro
1976
O Tapajós animou os carnavais de Salvador, Belo Horizonte e Santos. Surgiu, então, a empresa Tapajós Promoções Artísticas e Publicidade Ltda.
Durante show na Concha Acústica de Salvador, Armandinho lançou mais uma engenhoca de autoria de Dodô: uma guitarra de dois braços, batizada de Dodô e Osmar.

Surgiu pela primeira vez nas ruas de Salvador o trio elétrico dos Novos Baianos, equipamento que causou uma verdadeira revolução no cenário musical. A sonorização do trio mudava completamente, saindo dos tradicionais amplificadores de válvulas e das cornetas Sedam para caixas acústicas, twiters e cornetas Snak. A linguagem musical também sofreu mudanças, com os Novos Baianos cantando músicas do repertório popular. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia reuniram-se e batizaram o grupo com o nome de "Os Doces Bárbaros".

1977
O trio elétrico Tapajós animou também o Carnaval em Brasília.
Através do lançamento da música "Pombo Correio", o trio elétrico Dodô e Osmar foi especialmente decorado com uma gigantesca ave branca afixada na proa do veículo, que batia as asas ao ritmo do instrumental do trio.

1978
Morreu um dos pais do trio elétrico, Adolfo Nascimento, o Dodô. Seu sepultamento foi acompanhado pelo trio Tapajós, envolto numa enorme faixa preta em sinal de luto, executando a Ave Maria de Gounot e a marcha fúnebre de Choppin, além do Hino ao Senhor do Bonfim.
Neste ano, aconteceu o casamento do som dos afoxés com o trio elétrico, graças a Moraes Moreira e ao seu parceiro e poeta Antônio Risério, com o lançamento da música "Assim Pintou Moçambique".

1979
Três carros-trios da empresa Tapajós foram contratados por entidades carnavalescas de Salvador.
Na festa comemorativa do tricampeonato do Esporte Clube Flamengo, o trio Tapajós foi contratado para, ao som de um frevo especialmente composto por Moraes Moreira, arrastar uma verdadeira multidão de torcedores do Maracanã até a Gávea, atravessando quase toda a cidade do Rio de Janeiro.
1980
O trio elétrico Traz os Montes - na verdade, equipamento de uma entidade carnavalesca – desfilou pela primeira vez nas ruas de Salvador. O Traz os Montes, por sinal, firmou-se como o trio que mais introduziu as novidades técnicas no Carnaval, possuindo um som extraordinariamente potente e de ótima qualidade e inovando com toda a aparelhagem transistorizada.
Com arranjo especial de Armandinho, a composição "Beleza Pura", de Caetano Veloso, foi a música mais executada por todos os trios elétricos.
A cidade do Rio de Janeiro abriu suas festividades momescas com uma batalha de confete em Madureira, cuja atração principal era o trio elétrico Tapajós.
Na cidade de Natal(RN), começou-se a observar a presença de três trios elétricos no Carnaval, cujas construções tinham como consultor Osmar Macêdo.

1981
O novo trio de Armandinho, Dodô e Osmar teve como tema a música "Vassourinha Elétrica", que, em poucas semanas, tornou-se sucesso de vendagem em todo o País.
O trio elétrico Novos Baianos, comandado pela única cantora de trio, Baby Consuelo.

1983
Um trio elétrico construído na Itália foi inaugurado na Pizza Navona diante de 80 mil pessoas embaladas ao som da banda de Armandinho, Dodô e Osmar trieletrizado o "Império Romano".
1985
Um outro trio elétrico foi construído na França para fazer o Carnaval em Toulouse.

1986
O trio elétrico Armandinho, Dodô e Osmar foi para a Copa do Mundo do México e, na volta, foi à França para percorrer várias cidades da Riviera Francesa, terminando em Lion.

1988
Foi criado o trio elétrico Espacial, com palco giratório e elevado automático.

1990
O trio elétrico completou 40 anos.

1992
Orlandinho, filho de Orlando Campos, resgatou o trio Caetanave e prestou uma homenagem à seu pai, promovendo neste Carnaval o encontro de gerações.

1997
O outro pai do trio elétrico, Osmar Macêdo, faleceu e teve seu sepultamento realizado com um cortejo de trios elétricos passando na Praça Castro Alves.

1998
Foi inaugurado, na Praça Castro Alves, monumento em homenagem à dupla Dodô e Osmar.
A fobica voltou às ruas durante o Carnaval em homenagem a Osmar.

1999
O percussionista Carlinhos Brown retomou o projeto da Caetanave e trouxe um novo equipamento para as ruas de Salvador.

2000
A fobica e seus idealizadores foram mais uma vez homenageados no ano em que o trio elétrico completou 50 anos de existência.

 

 

 
 
 
 
 
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