Repleto de praias paradisíacas, flora e fauna riquíssimas e paisagens sem igual, Fernando de Noronha está no topo da lista dos locais mais visitados e admirados por turistas do Brasil e de todo o mundo. As boas condições ambientais do arquipélago atraíram a atenção de ambientalistas de todo o planeta, fazendo com que o local recebesse o título de Património Mundial da Humanidade, concedido pela Unesco, em 2002.
O Arquipélago foi descrito pela primeira vez em meados de 1503, por Américo Vespúcio. Foi invadido por franceses e holandeses, e os portugueses, por fim, tomaram posse. Vários sítios históricos guardam resquícios dos últimos colonizadores: Vila dos Remédios, Vila da Quixaba, Parque de Sant”Ana e as ruínas dos Fortes de São Pedro do Boldró, de Sto. António, de N. Sª da Conceição.
Flora A vegetação predominante em Fernando de Noronha é composta por espécies típicas do agreste nordestino, que perdem a sua folhagem na estação seca. Em geral, apresenta árvores nas áreas mais elevadas e arbustos nas superfícies mais planas. No período de Março a Julho, a vegetação é mais exuberante; porém, a possibilidade de chuvas aumenta consideravelmente.
Fauna Em Fernando de Noronha, há inúmeras piscinas naturais que permitem o contacto directo com a variada e exótica fauna marinha local. As águas das ilhas estão repletas de peixes, esponjas, algas, moluscos e corais, entre eles o mais abundante no arquipélago, o Montastrea cavernosa.
No mirante da Baía dos Golfinhos, os golfinhos-rotadores podem ser observados no seu ambiente natural. Um dos espectáculos mais bonitos da ilha acontece diariamente, ao nascer do sol, quando grupos de golfinhos se deslocam para o interior da baía, uma área de águas calmas e protegidas.
As tartarugas marinhas também são observadas a partir de Novembro, agrupadas na superfície da água, quando os machos adultos disputam as fêmeas, dando início ao período de reprodução dessa espécie no arquipélago. O Centro Nacional de Conservação e Manejo das Tartarugas Marinhas - mais conhecido como Projecto TAMAR/IBAMA - zela desde 1984 pelas fêmeas, ovos e ambientes de reprodução, e avalia as suas populações. Estes animais estão protegidos por um Decreto-lei que estabelece a proibição da captura, da pesca e do molestamento de todas as espécies de quelónios em águas brasileiras. O arquipélago conta ainda com espécies endémicas, animais trazidos pelo homem e, também, animais migratórios.
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