Infraero economiza ao investir no meio ambiente
A eficiência na gestão de recursos naturais é uma das metas da Infraero. No ano de 2007, a empresa pública conseguiu diminuir o consumo de água por passageiro em 6% ─ foram 3,8 bilhões de litros utilizados no ano passado, contra 4,0 bilhões gastos em 2006. O departamento de Meio Ambiente e Energia atingiu a expressiva marca através de parcerias com universidades, centros de pesquisa e outros órgãos que ajudaram a otimizar os processos existentes.
A economia surpreendeu, e foi muito além das expectativas dos gestores ambientais da empresa. Eles previram que seriam gastos 39,7 litros de água por passageiro em 2007. Porém, foram consumidos apenas 34,59 litros, uma redução de 13%. O número é a prova da eficiência das políticas de gestão de recursos hídricos, que iniciaram em 2003 e, desde então, gera uma contínua redução no consumo global de água nos aeroportos.
Segundo Mauro Cauville, gerente de Meio Ambiente, os planos de manejo na área começaram por estudos feitos por empresas especializadas, que indicaram quais as necessidades e qual a situação de momento dos aeroportos. “Cada um apresentava uma situação diferente, era preciso fazer uma radiografia para começarmos a pensar nas soluções que poderiam ser aplicadas em cada caso”, diz.
Plano de ação A partir de então, as deficiências foram analisadas e foi montado um plano de ação. As iniciativas envolviam medidas classificadas em custo zero, custo médio, custo elevado e longo prazo. Por depender de recursos públicos, inicialmente foram executadas as medidas mais baratas e de fácil aplicação. Entre elas, a que mais gerou resultados foi a de conscientização, através de campanhas entre os usuários e colaboradores dos aeroportos.
Entre os projetos grandiosos e que dependeram de um maior investimento, está o que reaproveita a água condensada pelos climatizadores em Recife. Por se tratar de uma cidade muito úmida, é possível coletar até 40 mil litros de água por dia e canalizá-la para ser reutilizada nas descargas dos banheiros. Com isto, foi possível gerar uma grande economia diária.
As soluções aplicadas pela Infraero, no entanto, não podem ser uniformizadas para todas os aeroportos do País. As realidades em cada cidade impõe diferentes ações e geram diferentes resultados, dependendo das variáveis que são apresentadas. A principal diferença é no custo da água, que oscila muito de região para região. Enquanto em São Paulo, o metro cúbico vale R$ 14, em Recife, este valor cai para R$ 3. Fonte: Marcos Chavarria/JT |