:: Visite a Bahia ::
     
     
Segunda, 16/12/2019 - Hoje é dia de Omolu, Obaluaiê (São Roque e São Lázaro) Deus da cura de doenças. Contas pretas e vermelhas.
Cultura
Praça da Sé
A Origem
Limites
A Antiga Igreja da Sé
O Palácio Arquiepiscopal
Monumento ao Bispo
Plano Inclinado
Predio da Cia de Energia
Igreja e Santa Casa de Misericórdia
Os Ascensores Públicos
 
 
 
 
 
 
A praça surgiu em 1930, quando a Igreja da Sé e um quarteirão inteiro de casarões dos séculos XVII e XIX, foram demolidos para implantação da linha de bonde elétrico.
.
Praça da Sé
 
Prédio da Cia de Energia Elétrica da Bahia
 
Da "cadéia de sebo" trazida pelos homens de Thomé de Souza para iluminar as primeiras noites da Cidade do Salvador até a moderna tecnologia de geração e distribuição de energia elétrica, o caminho da energia na cidade tem sido longo e cheio de muitas e boas histórias.
Daqueles primeiros artefatos rudimentares de cerâmica aos mais sofisticados feitos em latão, passamos à lâmpada de óleo de baleia.
Os cetáceos, tão abundantes na costa e mesmo dentro da Baía de Todos os Santos, logo tiveram o seu azeite industrializado.
Os engenhos passaram a trabalhar à noite, dobrando a produção do açúcar, e exigindo mais e mais combustível para a iluminação.
O negócio do óleo de baleia florescia e multiplicavam-se as "armações" de pesca: do Saraiva, do Carimbamba, de Itapuã, de Manguinhos, etc.
Destas casas de pesca, situadas na orla marítima, ficaram os testemunhos da residência do armador Manoel Inácio da Cunha Menezes. Mais tarde essa casa foi adaptada para servir como sede do Aeroclube da Bahia, sendo depois demolida. E a "casa de pedra", onde eram guardados os apetrechos e processado o óleo para lâmpadas e o espermacete para "velas de libra" de uso privilegiado.
O óleo foi iluminação exclusiva até 1848, quando surge a primeira proposta de utilização do gás destilado do carvão de pedra.
Chegávamos tarde, pois desde 1813, Paris já adotara o sistema e era, por isto, chamada a "cidade luz".
Tudo porém ficou no projeto e só em 1º de junho de 1862 é que Salvador teve sua iluminação iniciada companhia The Gas Company Ltd, com o seu gasômetro na rua do noviciado.
Ao mesmo tempo desenvolvia-se a lâmpada de acetileno, sobretudo nos bairros afastados e nas vilas e cidades do interior, difundida, principalmente, por ser a "iluminação oficial" da malha ferroviária que se implantava.
O começo do século XIX marca o início da iluminação a querosene. A velha "cadéia" é reeditada nas formas rudimentares dos "fifós" e nas formas sofisticadas dos "candeeiros belgas". Com eles chegamos ao século XX e ao início da energia elétrica aplicada à iluminação.
Chegamos aos tempos das disputas entre o grupo empresarial canadense Bond and Share e a associação de Guilherme Guinle com Cândido Gafrée, que terminam por fundir os seus interesses na Companhia de Energia Elétrica da Bahia e na Companhia Linha Circular de Carris da Bahia, primeiro com a geração termoelétrica da Usina da Preguiça e, mais tarde, com o pioneiro represamento do Rio Paraguaçu, em Bananeiras.
O prédio da Circular, sede da The Bahia Tramway, Light & Power, da CEEB, da Companhia Telefônica, da COELBA é um pedaço vivo da história de Salvador do final do século XIX aos nossos dias.
Agora restaurado pela sua nova e definitiva proprietária, num esforço de preservação do patrimônio do Centro Histórico da Cidade e da sua integração nas atividades da empresa ele é testemunha do espírito empreendedor de homens do gabarito e renome como Ramos de Queiroz, Joaquim Gonçalves, Antônio Lacerda, que foram introdutores dos bondes, dos planos inclinados, da energia elétrica e, mais tarde, dos transportes urbanos movidos a eletricidade.
Sede mais uma vez da primeira empresa de energia elétrica, responsável pela eletrificação urbana e pela mudança e evolução do parque industrial baiano, o prédio da COELBA destaca-se na paisagem da Praça da Sé, pela sua concepção e linhas. Ele conta sua história de 100 anos em todos os seus detalhes, com todos os requintes de um projeto inédito em sua época.
Ele, por exemplo, foi o primeiro a utilizar lajes de concreto armado e o pioneiro pela instalação de um elevador, hoje o mais antigo em funcionamento em Salvador, para uso exclusivo de seus clientes e funcionários.
Integrado totalmente paisagem arquitetônica, o edifício funde-se com a própria história da Bahia e puxa pela memória, evocando momentos de mudanças econômicas, políticas e sociais.
Uma nova Bahia surge e desfila à sua porta, revelando sua importância dentro do panorama nacional, e que assume posições de vanguarda empreendendo e incorporando desenvolvendo tecnologias.
Sua história relembra do namorico na saída do Plano Inclinado, bem ao seu lado, nos fundos da Catedral, do "dedo" de conversa fiada na sua esquina, do movimento do "quebra-bondes" nos idos de 1931 e dos "yankees", apelido dos funcionários da Tramway, Light & Power, dos filmes mudos do Cine Excelsior, do "Mister Kilowatt", personagem da campanha publicitária da Companhia de Energia Elétrica da Bahia, que lutava para mudar o nome de uma empresa que uma Salvador inteira teimava em chamar de "Circular".
Essa memória de Salvador está presente no edifício da COELBA ,viva e preservada.



 
 
 
 
 
Documento sem título
 
 
 
 
 
 
 

 

Documento sem título

Copyright 2004 -VisiteaBahia.com.br

Todos os direitos reservados à visiteabahia.com.br * É totalmente proibida a cópia total ou parcial desse site.