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Segunda, 21/08/2017 - Hoje é dia de Omolu, Obaluaiê (São Roque e São Lázaro) Deus da cura de doenças. Contas pretas e vermelhas.
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A Bicicleta

Na encantadora Copenhague, desembarquei sorrindo. Desde criança, lendo os contos de Hans Christian Andersen, me apaixonara pela Dinamarca. O convite incluí a: hotel espetacular, visitas a castelos, museus, Tívoli Park e os mais sofisticados restaurantes. E tudo ultrapassava minha expectativa: a arquitetura, o comércio elegante, a história dos vikings e o povo alegre e belo.
Aluguei no hotel uma bicicleta, na última tarde. A temperatura era perfeita num céu azul de verão. Segui em direção à estátua da Sereiazinha, desejava ver mais uma vez. Depois, sem rumo certo, acompanhei as centenas de bicicletas, sentindo-me como um dinamarquês de conto de fadas. Percorri avenidas, ruelas e canais. Por fim, cansado, parei em um belo parque, encostei a bicicleta numa árvore secular e sentei-me num banco para descansar. Havia pedalado quase duas horas e estava do outro lado da cidade. Eis que uma Kombi de cor marfim, com margaridas pintadas nas portas, passou lentamente. No banco da frente, duas jovens e atraentes louras sorriram pra mim. Retribuí com um aceno, pensando como eram cordiais os dinamarqueses. Para minha grande surpresa, a Kombi parou, deu marcha-à-ré e a lourinha da janela, em inglês falou:
- Que linda tarde, não?
Levei o maior susto. Nunca pensei em dar tanta sorte na Dinamarca.
- Linda é você. Perdão, sua companheira também.
- Você, de onde é?
- Adivinhe.
- Bem, moreno, queimado de sol e pelo inglês, deve ser italiano…
- Acertou em parte. Sou latino, mas do Brasil. Já ouviu falar do meu país?
- Claro. Gosto muito da sua música. Tenho em casa um disco de Jobim.
Cada vez mais perplexo - ambas eram bonitas, atraentes e, no máximo tinham 25 anos - perguntei:
- Como vocês se chamam?
- Eu sou Britt e minha companheira que está na direção chama-se May. Você gostaria de fazer amor comigo ou com ela?
Depois da frase, deu uma risada. Vocês podem imaginar meu susto.
- É claro! Mas acho que vocês estão se divertindo as minhas custas.
- Não, venha cá.
Britt saltou, deixando aparecer as longas pernas e abriu a outra porta da Kombi. Dentro, ocupando todo o espaço, uma cama. As janelas, que por for a eram pintadas de marfim, por dentro, imitavam cortinas com flores. Britt fechou rapidamente a porta e explicou:
- O quarto possui também ar condicionado e música. Assim, você não precisa gastar dinheiro em hotel. Você escolhe uma de nós duas, a outra vai dirigindo devagarzinho pela cidade… Uma hora custa somente 800 coronas dinamarquesas. Que tal? - acrescentou, com um meigo sorriso, qual das duas você prefere?
- O que significam estas palavras pintadas na porta? - perguntei para ganhar tempo.
- BLOMSTER LEVERANS I BOSTAD quer dizer FLORES A DOMICÍLIO. Isto é para não termos problemas com a Polícia.
- Polícia?
- Não se preocupe, não há perigo, caso descubram, pagamos apenas uma multa.
Foi a vez de May, 1.80m de mulher, de franjinha e corpo perfeito saltar e fazer seu charme. Sentamos os três no banco da praça. A escolha não era fácil.
- Vocês ganham a vida assim?
- Não. A partir das oito da noite trabalhamos no Bar Silkeborg. Apareça lá, você vai gostar. É o lugar mais animado da cidade. May, eu e mais quatro moças servimos as mesas.
- Hoje não dá. Tenho um jantar de despedida na casa do diretor da empresa que me convidou para conhecer Copenhague e, amanhã, vou partir às seis da manhã.
As duas se entreolharam e Britt conferiu o relógio.
- Como você se chama?
- Ricardo - falei e já ia procurar um cartão, quando May me interrompeu:
- Olhe, podemos fazer uma coisa. Será a sua festa de despedida. Como ainda temos duas horas até o seu jantar e o nosso trabalho, você faz uma hora de amor com cada uma de nós e paga o mesmo preço.
- Sem descansar? Não sou nenhum atleta!
May deu uma gargalhada.
- Não, entre uma e outra, se você quiser, paramos num bar para tomar acquavita ou cerveja. Uma vez, tivemos um cliente sul-americano que adorou este programa. Só perguntou se não tínhamos ladeiras para a Kombi ficar subindo e descendo, o que seria mais divertido.
- Devia ser peruano ou boliviano.
- Já escolheu? - insistiu Britt.
- Acho uma ótima idéia de ter as duas.
- Você terá uma surpresa e não vai se arrepender. Cada uma de nós possui uma técnica toda especial e diferente. Ah, ia me esquecendo. Podemos parar no pier: lá abrimos a porta e você faz amor ouvindo o barulho do mar.
O convite era irresistível. Segurei a mão de May e me levantei:
- Vamos começo com você.
Britt se encaminhou para a direção. May ficou aguardando um casal passar para abrir a porta. De repente me lembrei:
- Não posso ir.
- Por quê?
- O que é que eu faço com a bicicleta?




 

 
 
 
 
 
 
 
 
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